Meu muito amado filho Estêvão
Caro jovem,
Há momentos na vida em que parece que tudo saiu do lugar — escolhas que não correram bem, planos que falharam, versões de ti que já não fazem sentido. E nesses momentos, é fácil sentir vergonha. Vergonha de voltar atrás, de recomeçar, de admitir que ainda estás a tentar descobrir quem és.
Mas deixa-me dizer-te algo que pode mudar a forma como vês isso: nunca tenhas vergonha de começar de novo.
Recomeçar não é sinal de fraqueza. É sinal de coragem. É escolher não ficar preso ao que não resultou. É ter a humildade de aprender e a força de tentar outra vez, mesmo sem garantias.
Olha para o sol. Todos os dias ele desaparece no horizonte, como se tivesse falhado em ficar. Mas no dia seguinte, volta a nascer — sem pedir desculpa, sem hesitar. Simplesmente recomeça.
Tu também podes fazer isso.
Podes mudar de ideias, de sonhos, de caminho. Podes deixar para trás o que já não te faz bem e construir algo novo, ao teu ritmo. Não há um número limite de recomeços. Há apenas o teu tempo, a tua vontade e a tua história.
Se alguma vez sentires que estás “a começar do zero”, lembra-te: não estás. Estás a começar com experiência, com mais consciência, com mais verdade.
E isso faz toda a diferença.
Com esperança no que ainda vais construir,
Alguém que acredita nos teus recomeços
Amo-te infinitamente
Tua mãe
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