terça-feira, 28 de abril de 2026

1110 - Décima oitava carta a ti

 Meu muito amado filho Estêvão


Caro jovem,


Há momentos na vida em que parece que tudo saiu do lugar — escolhas que não correram bem, planos que falharam, versões de ti que já não fazem sentido. E nesses momentos, é fácil sentir vergonha. Vergonha de voltar atrás, de recomeçar, de admitir que ainda estás a tentar descobrir quem és.


Mas deixa-me dizer-te algo que pode mudar a forma como vês isso: nunca tenhas vergonha de começar de novo.


Recomeçar não é sinal de fraqueza. É sinal de coragem. É escolher não ficar preso ao que não resultou. É ter a humildade de aprender e a força de tentar outra vez, mesmo sem garantias.


Olha para o sol. Todos os dias ele desaparece no horizonte, como se tivesse falhado em ficar. Mas no dia seguinte, volta a nascer — sem pedir desculpa, sem hesitar. Simplesmente recomeça.


Tu também podes fazer isso.


Podes mudar de ideias, de sonhos, de caminho. Podes deixar para trás o que já não te faz bem e construir algo novo, ao teu ritmo. Não há um número limite de recomeços. Há apenas o teu tempo, a tua vontade e a tua história.


Se alguma vez sentires que estás “a começar do zero”, lembra-te: não estás. Estás a começar com experiência, com mais consciência, com mais verdade.


E isso faz toda a diferença.


Com esperança no que ainda vais construir,  

Alguém que acredita nos teus recomeços


Amo-te infinitamente


Tua mãe

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