quarta-feira, 6 de maio de 2026

1111- Décima nona carta a ti

 Meu muito amado filho Estêvão


Caro jovem,


Ter 14 anos é estar constantemente diante de escolhas — algumas parecem pequenas, quase invisíveis, e outras parecem enormes, como se pudessem definir tudo. A verdade é que todas elas importam, mesmo as que parecem simples.


Quero que guardes esta ideia contigo: toda decisão é uma semente. E, como qualquer semente, aquilo que plantas hoje vai crescer amanhã.


As tuas escolhas — com quem andas, como falas contigo mesmo, o que decides fazer quando ninguém está a ver — vão moldando, pouco a pouco, a pessoa que te estás a tornar. Não acontece de um dia para o outro, mas acontece.


Isso não significa que tenhas de ser perfeito ou acertar sempre. Vais cometer erros, e isso faz parte. Às vezes, vais plantar algo que não querias colher. E tudo bem — porque também podes aprender, ajustar e escolher diferente da próxima vez.


O mais importante é começares a perguntar a ti mesmo: “Isto que estou a escolher agora leva-me para onde eu quero ir?” Nem sempre vais ter a resposta clara, mas só o facto de pensares já te coloca num caminho mais consciente.


Escolher bem não é escolher o mais fácil, nem o mais rápido. É escolher aquilo que te faz crescer, que te respeita e que constrói algo de que te possas orgulhar mais tarde.


E lembra-te: não és definido por uma única escolha. És construído por muitas — e tens sempre a oportunidade de plantar algo novo.


Com confiança no teu caminho,  

Alguém que acredita nas tuas escolhas


Amo-te infinitamente.


Não termino este post sem dizer que hoje chegamos ao post 1111 começamos em abril de 2012 tinhas tu 10 meses e eu comecei aqui a escrever com medo (será que não é o de todas as mães?) de não ter tempo de vida para te ir ensinando coisas da vida e quem eu sou e como es profundamente amado, chegamos hoje aqui e hoje estas a um mes de fazer 15 anos ..... uau 15 anos e ja sabes quem eu sou ja sabes (ou vais sabendo) quem tu és e tudo o que aqui te escrevi já te disse tambem. Obrigada, meu Deus, por me trazeres até este dia, obrigada, meu filho, por estares aí e seres esse ser de luz e graça e sabedoria que és. Vou continuar a escrever-te mais umas coisinhas porque quando fica escrito toma forma e podes sempre voltar atrás quando cá não estiver. 

És profundamente amado. 


Mãe Ana 

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