quarta-feira, 8 de abril de 2026

1107 - Décima quinta carta a ti

 Meu muito amado e querido filho Estêvão


Talvez nem sempre seja fácil falar sobre fé e espiritualidade. Às vezes parecem conceitos distantes, confusos, ou até difíceis de acreditar. E está tudo bem questionar — faz parte do teu crescimento.


Mas há algo importante que quero que saibas: nem tudo o que é real pode ser visto.


Existem forças guiando você que os olhos não veem. Podem não ter forma, nem voz clara, mas manifestam-se de maneiras subtis — na intuição que te diz “vai por aqui”, na paz que sentes em certos momentos, nas coincidências que parecem ter significado, nas pessoas que surgem na tua vida na hora certa.


A fé não precisa de ser perfeita, nem constante. Não é sobre ter todas as respostas, mas sobre confiar mesmo quando nem tudo faz sentido. É uma ligação silenciosa com algo maior do que tu — seja como lhe quiseres chamar: Deus, universo, energia, propósito.


E a espiritualidade não é algo distante ou complicado. Está nas pequenas coisas: na forma como tratas os outros, na gratidão que sentes, na honestidade contigo mesmo, na capacidade de parar e escutar o que vai dentro de ti.


Haverá momentos em que te vais sentir perdido(a), sozinho(a), sem direção. Nesses momentos, lembra-te: o facto de não veres o caminho inteiro não significa que ele não exista.


Confia no processo. Confia na tua caminhada. E, acima de tudo, confia que não estás sozinho(a), mesmo quando parece que estás.


A fé cresce aos poucos, como uma chama que se acende devagar. E quanto mais a alimentas — com presença, com reflexão, com abertura — mais luz ela traz ao teu caminho.


Com serenidade e esperança,  

Alguém que acredita em algo maior — e em ti


Amo-te infinitamente


Tua mãe

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