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Mostrando postagens com o rótulo Dignidade

695 - Das sombras e da escuridão

Meu muito amado filho Estêvão
Quando pensei em te escrever estes fragmentos de mim mesma não tinha (e continuo a não ter) um plano de quando acabarei de escrever, de quando irás ler o que te escrevo. Nada. Na realidade escrevo com medo de não estar cá até ser velhinha e não estar cá para te falar de tudo o que te queria e quero falar. Já disse aqui que na tua primeira noite "fora da minha barriga" a olhar para ti pensei.... e se amanhã o "bicho" vier e me pegar e eu não estiver cá quando ele se casar, quando ele tiver filhos, quando ele for para a faculdade, quando ele aprender a ler ou a andar de bicicleta. Bem tens 7 e ainda cá ando, já deixaste as fraldas, já andas, falas, já te caíram alguns dentes, já sabes escrever, ler e contar, já sabes ver as horas e atar os atacadores, já lavas os dentes sozinho e arrumas a loiça suja e limpa.... e conto cá andar para ver muitas mais coisas. Agradeço diariamente a tua vida, a minha vida, a tua saúde a minha, ter força nos br…

424 - Não faças aos outros o que não queres que te façam a ti

Meu muito amado filho Estêvão


Deixo-te hoje palavras de dignidade, de respeito ao próximo, de respeito por ti afinal.

"Quando nós dizemos o bem, ou o mal... há uma série de pequenos satélites desses grandes planetas, e que são a pequena bondade, a pequena maldade, a pequena inveja, a pequena dedicação... 
No fundo é disso que se faz a vida das pessoas, ou seja, de fraquezas, de debilidades... 
Por outro lado, para as pessoas para quem isto tem alguma importância, é importante ter como regra fundamental de vida não fazer mal a outrem. 
A partir do momento em que tenhamos a preocupação de respeitar esta simples regra de convivência humana, não vale a pena perdermo-nos em grandes filosofias sobre o bem e sobre o mal. 
«Não faças aos outros o que não queres que te façam a ti» parece um ponto de vista egoísta, mas é o único do género por onde se chega não ao egoísmo mas à relação humana." 

By: José Saramago, Junho 1994. (Via Patricia Lousinha: Facebook)


Básico não é?

Amo-te infinitamente