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Mostrando postagens com o rótulo Desilusão

442 - Raízes e asas para ficar e para ir .... ou será ao contrário?!

Meu muito amado filho Estêvão

Era um dia quente de Verão quando os deuses lho puseram nos braços. Ela tremia de emoção ao ver como parecia frágil. Era um presente muito especial que os deuses lhe confiavam. Um presente que um dia pertenceria ao mundo. Até então, disseram-lhe, ela seria sua guardiã e protectora. A mulher disse que entendia e levou-o, reverentemente, para casa e decidida a estar à altura da confiança que os deuses tinham depositado nela.
A princípio, mal o perdia de vista, protegendo-o de tudo quanto lhe parecia prejudicial ao seu bem-estar; observava-o com o coração receoso quando estava exposto ao ambiente exterior fora do casulo protector que ela criara à sua volta. Mas a mulher começou a perceber que não podia protegê-lo eternamente. Ele tinha de aprender a sobreviver aos elementos adversos para se fortalecer. Por isso, com suaves cuidados deu-lhe mais espaço para crescer... o suficiente para se tornar selvagem e rebelde.
Um dia apercebeu-se de quanto a dádiva tinha…

195 - As vezes parece que quem nos devia conhecer bem .... parece que nem sabe quem somos!

Meu muito amado filho Estêvão

A vida dá de facto muitas e muitas voltas.
Pode ser que um dia tu caias na conta de pensar.... e de ficares (com razão) magoado e até ferido.... "caramba esta pessoa que eu gosto tanto não faz ideia quem eu sou, para onde vou, o que eu quero da vida e o que me aquece o coração! Esta pessoa não faz ideia quem eu sou e devia saber porque eu gosto tanto dela"
Já me aconteceu tantas vezes.

Vou te dar dois exemplos para tornar mais fácil de entender.
Há muitos anos eu era totalmente vegetariana, todas as pessoas que eu conhecia, toda a minha família, todos os meus amigos, todas as pessoas à minha volta sabiam que eu não comia carne que isso era mesmo importante para mim ... que ideologicamente ser vegetariana era o meu caminho. O meu pai, o teu avó Francisco convidou-me para almoçar um dia e levou-me a um assador Argentino onde não há senão carne. Na altura, juro, fui mas até me caíram lágrimas pelos olhos, doeu tanto... achei um desrespeito tão gran…