Meu muito amado filho Estêvão
Estou sentada na pequena cadeira do auditório com a maquina de filmar sobre o ombro e sinto as lágrimas a bailar nos olhos. A minha filha de seis anos está no palco, calma, controlada, concentrada e canta com toda a emoção. Estou nervosa, emaciada, agitada e tento não chorar.
"Oiçam, estão a ouvir os sons dos corações a bater à vossa volta?" canta.
Com a carita redonda virada para cima, para a luz uma carrinha tão querida e familiar e contudo tão diferente das minhas feições magras.
Lança o olhar sobre o público, com total confiança... sabe que a amam.
Olhos que não se parecem com os meus.
"Tanto no vale como na planície, em todo o mundo, o bater dos corações é igual.".
O rosto da sua mãe biológica olha-me do palco. Os olhos de uma rapariga, que uma vez olharam os meus com confiança, olham agora o publico. Estas feições que a minha filha herdou da sua mãe biológica... olhos um pouco repuxados nos cantos e umas bochechas rosadas que não…
Estou sentada na pequena cadeira do auditório com a maquina de filmar sobre o ombro e sinto as lágrimas a bailar nos olhos. A minha filha de seis anos está no palco, calma, controlada, concentrada e canta com toda a emoção. Estou nervosa, emaciada, agitada e tento não chorar.
"Oiçam, estão a ouvir os sons dos corações a bater à vossa volta?" canta.
Com a carita redonda virada para cima, para a luz uma carrinha tão querida e familiar e contudo tão diferente das minhas feições magras.
Lança o olhar sobre o público, com total confiança... sabe que a amam.
Olhos que não se parecem com os meus.
"Tanto no vale como na planície, em todo o mundo, o bater dos corações é igual.".
O rosto da sua mãe biológica olha-me do palco. Os olhos de uma rapariga, que uma vez olharam os meus com confiança, olham agora o publico. Estas feições que a minha filha herdou da sua mãe biológica... olhos um pouco repuxados nos cantos e umas bochechas rosadas que não…