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546 - A terra moveu-se para ti?

Meu muito amado filho Estêvão


"Ângela, de onze anos, foi atacada por uma doença debilitante que envolvia o sistema nervoso. Não podia andar e os médicos não punham grande esperança na sua recuperação. A rapariguinha era indómita. Ali estava, na cama do hospital e disposta a jurar, a quem a quisesse ouvir, que iria voltar a andar qualquer dia.
Foi transferida para um hospital especial de reabilitação na zona da Baía de S. Francisco. Os terapeutas estavam encantados com o seu espírito inquebrantável. Ensinaram-na a visualizar - ver-se a caminhar. Se mais não fizesse, pelo menos dava-lhe esperança e algo de positivo a fazer durante as longas horas de vigília, na cama. Ângela trabalhava tão arduamente quanto possível na terapia física, em hidromassagem e em sessões de exercícios. Mas trabalhava também arduamente, ali deitada, faendo fielmente a sua visualização, a ver-se mover-se, mover-se, mover-se!
Um dia, enquanto lutava com todas as forças para imaginar as suas pernas a moverem-se novamente, pareceu que um milagre acontecera a cama começou a mover-se pela sala" Olhem! Consigo! Movi-me, movo-me!"
Naquele momento toda a gente no hospital gritava também e procurava abrigo. As pessoas gritavam, o material caía e os vidros partiam-se. Era um tremor-de-terra. Mas não digam isso à Ângela. Ela está convencida que o fez. E agora, apenas uns anos depois, ela voltou à escola, em cima das pernas. Sem muletas nem cadeiras-de-rodas, Estão a ver, quempode fazer tremer a terra entre S. Francisco e Oakland pode vender uma doença marota, não pode?"

By: Hanoch McCarty, Ed. D


Amo-te infinitamente

Tua mãe

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