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531 - Só mais uma vez

Meu muito amado filho Estêvão

"Existe um romance inglês do século XIX no qual todos os anos, durante 500 anos, todo o povo se reúne na igreja na véspera de Natal e reza. Pouco antes da meia-noite acendem candeias e a cantar canções e hinos, caminham vários quilômetros até uma velha gruta abandonada. Ali organizam um presépio. E com uma devoção simples, ajoelham-se e rezam.
Existe um mito nessa cidade, uma crença, de que se todos os cidadãos estiverem presentes na noite de Natal, e se todos rezarem com verdadeira fé, então e só assim a Segunda Vinda estará para acontecer.
Durante 500 anos foram até à gruta e rezaram. Porém a Segunda Vinda não se deu.
A uma das personagens principais deste livro perguntaram:
- Acreditas que Ele vai voltar na noite de Natal à nossa cidade?
- Não - responde, abanando a cabeça tristemente - Não, Não acredito.
 - Então, por que é que vais lá todos os anos? - pergunta-lhe.
- Ah, e se eu lá não estivesse quando acontecesse? - perguntou a sorrir.
Como diz o Novo Testamento, só precisamos que a nossa fé seja do tamanho de um grão de mostarda para entrarmos no Reino do Céu. Por vezes, quando trabalhamos com crianças com deficiências mentais, com jovens em risco, adolescentes com problemas, alcoólicos, violentos ou depressivos e parceiros ou amigos suicidas, precisamos desse bocadinho de fé, o mesmo que fazia voltar todos os anos aquele homem. Só mais uma vez, talvez aconteça.
Por vezes somos chamados a trabalhar com pessoas em que os outros perderam toda a esperança. Talvez até nós cheguemos à conclusão de que não há possibilidade de mudança ou de crescimento. É nessa altura que, se conseguirmos encontrar um pingo de esperança, podemos virar a esquina, obter um resultado visível, poupar algo que vale a pena poupar. Por favor, volte, meu amigo, só mais uma vez."

By: Hanoch McCarty, Ed. D.


Amo-te infinitamente


Tua mãe

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