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442 - Raízes e asas para ficar e para ir .... ou será ao contrário?!

Meu muito amado filho Estêvão

Era um dia quente de Verão quando os deuses lho puseram nos braços. Ela tremia de emoção ao ver como parecia frágil. Era um presente muito especial que os deuses lhe confiavam. Um presente que um dia pertenceria ao mundo. Até então, disseram-lhe, ela seria sua guardiã e protectora. A mulher disse que entendia e levou-o, reverentemente, para casa e decidida a estar à altura da confiança que os deuses tinham depositado nela.
A princípio, mal o perdia de vista, protegendo-o de tudo quanto lhe parecia prejudicial ao seu bem-estar; observava-o com o coração receoso quando estava exposto ao ambiente exterior fora do casulo protector que ela criara à sua volta. Mas a mulher começou a perceber que não podia protegê-lo eternamente. Ele tinha de aprender a sobreviver aos elementos adversos para se fortalecer. Por isso, com suaves cuidados deu-lhe mais espaço para crescer... o suficiente para se tornar selvagem e rebelde.
Um dia apercebeu-se de quanto a dádiva tinha mudado. Já não tinha aspecto de vulnerabilidade. Parecia resplandecer de força e firmeza, quase como se desenvolvesse uma força dentro de si. Mês após mês, via-a tornar-se mais forte e poderosa e a mulher recordava-se da sua promessa. Sabia no fundo do coração que o seu tempo com a sua dádiva estava a chegar ao fim.
Chegou o dia inevitável em que os deuses vieram buscar a dádiva para a entregarem ao mundo. A mulher sentiu uma profunda tristeza, porque ia perder a sua presença constante na sua vida. Com o coração cheio de gratidão, agradeceu aos deuses por lhe permitirem o privilégio de ter tomado conta da dádiva durante tantos anos.
Endireitando os ombros, ficou orgulhosamente direita, sabendo que se tratava de uma d´diva muito especial, que iria acrescentar beleza e significado ao mundo que o rodeava. E a mãe deixou ir o seu filho.

By: Renée R. Vroman

«Insistir numa coisa (ou pessoa) que nunca dá certo é como calçar uns sapatos que já não te servem. Dói, faz bolhas, às vezes até sangra. 

Percebes que o melhor é ficar descalço. Deixar totalmente livre o coração, enquanto vives. Deixar livres os pés, enquanto cresces. Porque enquanto cresces, o número muda. E o que insistias em calçar, já não te serve mais. 

Às vezes na vida, tens de esquecer o que queres, para começar a entender o que realmente mereces.»
[caio f. abreu]

By: Às nove no meu blog

Começa onde estás, usa o que tens e faz o que podes.
Não queiras seguir por um caminho traçado, esse só te vai conduzir onde outros já foram.
Acredita que a vida sabe o que faz. E que é aos poucos que ela vai dando certo.
Na dúvida põe mais amor. Seja qual for a pergunta, amor é a resposta.

Insiste na prática do bem-me-quero e acredita na força deste lema de vida:
«a água inteira do mar não pode afundar um navio, a menos que ela invada o seu interior. Da mesma forma, a negatividade do mundo não te pode derrubar, a menos que tu permitas que ela permaneça dentro de ti.»
By: Às nove no meu blog

Amo-te infinitamente minha dádiva dos deuses minha razão de viver minha luz meu sol meu mar meu inicio meu fim minha razão de respirar e a razão porque respiro. Por ti tudo.

Amo-te infinitamente

Tua mãe

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